Farmácia: muito mais do que um local para comprar medicamentos

Esses estabelecimentos espalhados pelo Brasil oferecem serviços de cuidado, orientação e promoção da saúde

Realização de curativos, perfuração de lóbulo auricular, monitoramento de temperatura, aplicação de vacinas, medição e monitoramento da pressão arterial e glicemia capilar, acompanhamento de pacientes e venda e orientações para o uso de medicamentos. A extensa lista de serviços oferecidos pelas drogarias brasileiras confirma: a farmácia é muito mais do que um local para comprar medicamentos. Ela oferece serviços de cuidado, orientação e promoção da saúde.

A ampliação das possibilidades oferecidas nesses locais aconteceu em 2014 com a publicação da lei 13.021, que dispõe sobre o exercício e a fiscalização das atividades farmacêuticas. De acordo com o texto, entende-se por assistência farmacêutica o conjunto de ações e de serviços que visem assegurar a assistência terapêutica integral e a promoção, a proteção e a recuperação da saúde. Também destaca que farmácia é uma unidade de prestação de serviços destinada a prestar assistência farmacêutica, assistência à saúde e orientação sanitária individual e coletiva.

Segundo a pesquisadora Fabiola Sulpino Vieira, em artigo publicado na revista científica Ciência & Saúde Coletiva, disponível na biblioteca SciELO Brasil, os serviços farmacêuticos de atenção primária são mais do que necessários. “[Eles] contribuem para a diminuição da internação ou do tempo de permanência no hospital, à assistência aos portadores de doenças crônicas, à prática de educação em saúde e, para uma intervenção terapêutica mais custo-efetiva. Dentro desta lógica, o serviço de farmácia deve assumir papel complementar ao serviço médico na atenção à saúde.”

Conforme a autora do artigo intitulado “Possibilidades de contribuição do farmacêutico para a promoção da saúde”, o farmacêutico, via de regra, é o último profissional de saúde que tem contato direto com o paciente depois da decisão médica pela terapia farmacológica. “Desta forma, torna-se corresponsável pela sua qualidade de vida. Tanto o usuário quanto o profissional devem ser vistos na totalidade do seu ser e por isso os conceitos de pessoa, responsabilidade, respeito, verdade, consciência, autonomia, justiça etc. devem ser interiorizados para modelar a conduta profissional”, ressalta.

No ritmo acelerado do cotidiano, saber que é possível encontrar escuta, orientação e cuidado qualificado logo ali, na farmácia do bairro, faz toda a diferença. Por trás do balcão, existe um profissional formado para esclarecer dúvidas, orientar sobre os tratamentos médicos e promover saúde com carinho, empatia e conhecimento. E é justamente essa presença acessível que faz as farmácias serem o que são.

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Referências:

https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l13021.htm

https://www.scielo.br/j/csc/a/Wt3tKrdgfW7BcgRSJzBHK7c/

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